Cheguei muito bem em San Pedro
de Atacama, apesar do cansaço. Logo quando cheguei encontrei-me
com minha primeira placa de pare e, realmente, todos estavam parando
totalmente, engatando 1ª. marcha e arrancando, mesmo que
nao houvesse nenhuma pessoa ou carro para atravessar. É
uma pequena cidade sem asfalto, com suas casas construída
em adobe, como faziam os antigos povos da regiao. Turística,
a cidade está lotada de hoteis e bares. Procurei o albergue
da juventude da qual sou sócio para me hospedar. Foram
muito receptivos comigo e, durante o momento que estava levando
a mochila para o quarto e retirava o equipamento de viagem, a
atendente me chamou à portaria.
Quando cheguei, me disse que alguns
homens estavam me chamando e perguntando sobre a moto. Fui abordado
por alguns gaúchos que se impressionaram com minha viagem.
Eram mais velhos do que eu (na faixa dos 40 ou 50) e ficamos conversando
sobre a viagem que um deles também estava pensando em fazer.
Estavam em grupo de 18 e vieram de ônibus. Ao final de alguns
minutos de conversa me convidaram para um jantar mais tarde no
hotel em que estavam.
Resolvi providenciar um banho
pois estava cançado e sujo demais (afinal tinha percorrido
mais de 100km de estrada de chao) e aí me avisaram : “Estamos
num deserto e água é difícil por aqui.”.
Logo entendi que banho todo dia seria uma raridade. Naquele dia
a noite, somente consegui lavar uma camiseta e passar uma água
no rosto e nos braços.
De todo jeito San Pedro de Atacama
é tao seco que nao se sua muito. É extremamente
seco e um litro de água chega a ser mais caro que uma lata
de refrigerante Encontrei um brasileiro de Sao Paulo que estava
de saída e que me deu várias dicas sobre alguns
aspectos da cidade e o comportamento das pessoas do lugar. Informaçoes
precisas esram difícies e recomendava perguntar sempre
aos policiais da guarda municipal : “los carabineiros”
que exercem todo os tipos de poder policial, até de trânsito.
Esses policiais sao muito atenciosos
e têm um postura de orgulho do que fazem.